sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Conheça a História da Irmã Murmuronilda

murmuração

Por Allan Felipe


Murmuronilda nasceu em uma cidadezinha de interior, filha de pai católico e mãe candomblecista. Fora criada nos ritos católicos, no entanto, frequentava os terreiros com a mãe.

Teve dez irmãos com os quais constantemente tinha conflitos. Seis mulheres e quatro rapazes. Um de seus irmãos se converteu ao evangelho e logo virou pastor de uma igreja pentecostal muito tradicional.

Após alguns anos na igreja, seu irmão conseguiu convencê-la, então, Murmuronilda entrou para a igreja evangélica. Foi batizada nas águas e conta que fora também no Espírito Santo.

Aos poucos foi fazendo parte de grupos de oração e de evangelismo. Mas uma coisa chamava a atenção dos que eram mais observadores, Murmuronilda nunca estava satisfeita com nada. Tinha o péssimo costume de falar da vida de seus irmãos para quem quisesse ouvir. Contava até os segredos mais íntimos que lhes eram confidenciados. Além disso, achava-se no direito de dar ordens à dirigente do círculo de oração quando alguma coisa não saia do seu jeito, porque só o jeito dela era o certo, somente a sua opinião era de Deus.

A irmã Murmuronilda andava sempre de coquinho e vestidão. Roupa e linguagem de crente. Gostava de dar a paz do Senhor bem alto quando encontrava alguém da igreja na rua.

Murmoronilda reclamava de tudo. Quando ia ao culto na sua igreja, reclamava que havia muito barulho e muita gritaria, no entanto, quando os membros faziam silêncio, ela logo dizia que a igreja estava fria e sem unção.

Quando o pastor pregava constantemente dizia que ele era um “fominha de púlpito” e que não dava oportunidade para ninguém. Mas, quando ele não pregava dizia que era um preguiçoso e não buscava a revelação do alto e que, por isso, ficava dando oportunidades para qualquer um.

Sempre falava do louvor. Que o som estava alto, que a irmãzinha, regente do coral não sabia nada de música, que o guitarrista era um perturbado que precisa se converter, e que o ministro de louvor desafinava muito.

Murmoronilda gostava mesmo era de falar da vida da esposa do seu pastor. Essa aí, coitada, sofria na mão desta “pobre e indefesa irmã de oração, ou melhor, de murmuração”.

Além de murmurar como ninguém, o que, inclusive, lhe rendeu o título de “Rainha da Murmuração” na igreja que congregava, Murmuronilda sempre gostou de mandar, queria que tudo fosse do seu jeito.

Costumava marcar gabinetes com o pastor para dizer a ele onde deveriam ser abertas as novas congregações e onde elas não poderiam ser abertas.

Murmuronilda casou-se e teve uma filha. O marido não aguentou muito tempo em seu quartel general (casa) e logo pediu dispensa. Sua filha cresceu revoltada com tanta opressão advinda de sua mãe. Tivera uma criação rigorosa, castradora e pautada nos dogmas legalistas. Logo, sua filha desviou-se da igreja e decidiu viver uma vida de prostituição.

Atualmente, Murmuronilda tem 69 anos. Agora, não está mais em uma igreja pentecostal. Sua nova meta é perturbar um pastor de uma igreja neopentecostal midiática que abriu uma filial próxima a sua casa.

Murmuronilda está um pouco adoentada e anda lendo livros do Kenneth Hagin e do Silas Malafaia...


Agora, para piorar a situação, além de murmurar, ela aprendeu a determinar.


Só Gizus na causa.


E você conhece alguma “irmã Murmuronilda”?


Tem alguma assim na sua igreja?




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